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Polícia ouve mais vítimas de dentista preso por suspeita de estupro de vulnerável O dentista Luis Alberto Pohlmann Júnior, que está preso e foi denunciado

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Dentista denunciado por 9 vítimas de estupro no PR começou a abusar de crianças da própria família há 25 anos, diz delegado

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Dentista denunciado por 9 vítimas de estupro no PR começou a abusar de crianças da própria família há 25 anos, diz delegado
Dentista denunciado por 9 vítimas de estupro no PR começou a abusar de crianças da própria família há 25 anos, diz delegado (Foto: Reprodução)

Polícia ouve mais vítimas de dentista preso por suspeita de estupro de vulnerável O dentista Luis Alberto Pohlmann Júnior, que está preso e foi denunciado por nove vítimas de estupro, começou a abusar de crianças e adolescentes da própria família há pelo menos 25 anos, segundo o delegado Rafael Nunes Mota, responsável pela investigação. De acordo com o policial, atualmente o dentista possui 46 anos de idade, e os relatos apontam que ele começou a cometer os crimes quando tinha, no mínimo, 21 anos. "No mínimo" porque o delegado desconfia que mais mulheres foram vítimas do homem, e só ainda não o denunciaram. Os depoimentos apontam que grande parte dos casos aconteceu durante festas de família que eram realizadas na chácara do dentista, longe ou escondido de outras pessoas. A propriedade fica em Teixeira Soares, cidade dos Campos Gerais do Paraná que tem cerca de 9,5 mil habitantes. "A maioria dos casos aconteceu quando as vítimas eram crianças, mas há relatos de que os abusos perduraram até o início da fase adulta, quando ele oferecia a casa em Curitiba para elas irem estudar lá", disse Mota, ao g1. ✅ Clique aqui e siga o canal do g1 Ponta Grossa e região no WhatsApp Luis Alberto foi preso preventivamente na terça-feira (3), após cerca de cinco meses de investigação. O inquérito atual soma depoimentos de nove vítimas, sendo que a maior parte são familiares ou amigas de familiares dele. O homem já é condenado por importunar sexualmente uma paciente no próprio consultório, em Curitiba, e também é réu em outra ação pelo mesmo crime, contra outra paciente. Segundo o delegado, os casos aconteceram em 2022 e 2023. A primeira vítima procurou a polícia em outubro de 2025. Isso encorajou outras cinco a também denunciarem o homem, e os depoimentos das seis motivaram o pedido da prisão preventiva. Atualmente, elas têm entre 27 e 40 anos, e todas contam que foram abusadas quando eram crianças e adolescentes e conviveram com a dor em silêncio por muito tempo. "É um silêncio muito pesado. Eu carreguei, durante anos, um peso que não era meu... por vergonha, principalmente", disse uma delas em entrevista à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná. Veja mais depoimentos abaixo. Após a notícia da prisão, mais três vítimas procuraram a polícia para denunciar o homem. O dentista permanece preso e, segundo o delegado Rafael Nunes, deve ser interrogado ao longo desta semana. De acordo com o policial, os relatos das nove vítimas são "consistentes e mostram um padrão de repetição dos crimes". Nunes também afirma que mais vítimas estão sendo identificadas, mas algumas não querem falar sobre os abusos ainda. O advogado Felipe Petrin, que atua na defesa do dentista, pediu a liberdade dele, questionando a legalidade da prisão preventiva. O pedido argumenta que a prisão foi fundamentada em relatos antigos, o que, nas palavras do advogado, dificulta a análise de questões jurídicas. A defesa também aponta que não foram avaliadas na decisão da Justiça medidas alternativas à prisão. Luis Alberto Pohlmann Jr. responde pelos crimes de estupro, estupro de vulnerável e importunação sexual. Ele possui um consultório em Curitiba. Em nota, o Conselho Regional de Odontologia confirmou que o dentista está com registro ativo, mas não informou se há, ou não, algum procedimento em andamento para investigar a conduta do homem, alegando se tratar de informação sigilosa. Luis Alberto Pohlmann Júnior foi preso preventivamente Reprodução/RPC Leia também: Cena filmada: Polícia investiga caso de cães soltos na rua por clínica veterinária no PR; prefeitura disse que procedimento segue lei Investigação: Criança de 4 anos ingere álcool em gel em creche e caso vai parar na polícia: 'Como se estivesse bêbada', diz mãe Veja vídeo: Briga generalizada entre integrantes de motoclubes deixa feridos no Paraná Dentista se aproveitava da confiança dos familiares, diz delegado Mulheres falam sobre abusos que sofreram quando eram crianças O delegado Rafael Nunes afirma que Luis Alberto Pohlmann Júnior se aproveitava da confiança depositada nele - tanto como profissional, quanto como familiar - para cometer os crimes. As investigações também apontam que o homem usava sempre o mesmo "modus operandi": buscava ficar sozinho com as vítimas, ou agia de forma que outras pessoas não pudessem ver o que estava acontecendo. Entre as vítimas ouvidas pela RPC, uma contou que foi estuprada na piscina, outra disse que o homem se aproveitou da desculpa de assistir a um filme para abusá-la por baixo de um cobertor, e outra disse que ele a fez sentar no colo dele para mostrar um jogo, por exemplo. Veja na reportagem acima, feita antes das novas denúncias. "Por muito tempo eu achava que aquilo era só brincadeira; eu não entendia que estava sendo abusada... Por muito tempo, eu achei que eu permiti [os abusos]. Porque quando você é criança, não sabe o que está acontecendo", disse uma das vítimas. Todas relataram que o homem era muito querido e respeitado na família, tanto pelo jeito com que ele tratava os adultos, quanto pelo poder aquisitivo que possuía. "Eu espero que muitas vítimas se permitam a falar sobre isso [abusos], porque eu sei a sensação e eu quero que elas se permitam sentir o mesmo. Eu espero que elas se permitam parar de carregar esse peso que não é delas porque falar sobre isso é libertador! O silêncio não protege a vítima, ele protege o agressor", relatou outra vítima. Polícia afirma que muitos abusos aconteceram na chácara do dentista, durante reuniões em família RPC Denúncias Denúncias sobre este ou quaisquer outros casos podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 197, da Polícia Civil, ou, 181, do Disque-Denúncia. Se o crime estiver acontecendo naquele momento e/ou houver alguém em situação de perigo, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190. Saiba como denunciar crimes no Paraná Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias da região em g1 Campos Gerais e Sul