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28/02/2026 03:00
Homem preso pelo assassinato de freira de 82 anos em convento no Paraná havia saído da prisão dois meses antes do crime (Foto: Reprodução)
Suspeito de matar freira havia sido solto da prisão em dezembro
O homem preso pelo assassinato da freira Nadia Gavanski, de 82 anos, encontrada morta dentro do convento Irmãs Servas de Maria Imaculada em Ivaí, nos Campos Gerais do Paraná, havia saído da prisão dois meses antes do crime.
Segundo a Polícia Civil do Paraná (PC-PR), o homem foi preso por furto qualificado no dia 28 de dezembro de 2025 e, dois dias depois, colocado em liberdade provisória.
O delegado Hugo Fonseca, responsável pelo caso afirma ainda que o investigado tem passagens pela polícia desde 2024 por crimes como roubo, furto e violência doméstica. O nome do investigado não foi divulgado pelas autoridades.
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O crime aconteceu por volta das 13h30 de sábado (21), após o homem pular o muro do convento. Segundo as investigações, ele foi questionado pela freira sobre o que fazia no local e respondeu que estava ali para trabalhar. Ao notar a desconfiança da vítima, ele a atacou.
Em depoimento, o suspeito afirmou que, após empurrá-la, a asfixiou porque ela começou a gritar. As investigações da PC-PR apontaram que a freira também foi vítima de estupro.
De acordo com a polícia, o laudo pericial apontou que, além da morte por asfixia, houve violência sexual, evidenciada pela gravidade das lesões constatadas. O inquérito foi concluído nesta sexta-feira (27) e encaminhado ao Ministério Público (MP-PR).
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O homem foi indiciado pela prática dos crimes de homicídio qualificado, estupro qualificado, resistência à prisão e violação de domicílio qualificada.
"As provas colhidas, incluindo imagens de câmeras de segurança e vestígios de sangue nas roupas do investigado, confirmam a autoria dos crimes", disse o delegado Hugo Santos Fonseca.
Irmã Nadia Gavanski tinha 55 anos de dedicação à vida religiosa
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Investigado disse que 'ouviu vozes'
No depoimento, o homem disse que havia passado a madrugada usando drogas e álcool e que ouviu vozes ordenando que ele matasse alguém.
"Embora o investigado tenha admitido parte das agressões durante o interrogatório, alegando ter agido sob o comando de vozes, a perícia técnica refutou as versões que tentavam minimizar a natureza sexual dos atos cometidos", disse o delegado.
Ele também relatou à polícia que entrou no convento com a intenção de cometer um assassinato, mas negou que pretendesse furtar bens do local. Depois, disse que se afastou do corpo ao perceber que a vítima estava desacordada.
O homem foi localizado em casa após o crime. Ao perceber a chegada da equipe policial, ele tentou fugir e agrediu os agentes, mas foi contido. Durante a abordagem, o investigado admitiu que pulou o muro do convento e atacou a freira.
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Quem é a vítima
Nadia Gavasnki tinha 82 anos e vivia no convento Irmãs Servas de Maria Imaculada. Ingressou na congregação em 1971, aos 27 anos, e dedicou 55 anos à vida religiosa.
Segundo a freira Deonisia Diadio, a irmã era “humilde, confiante e profundamente mariana” — quando se é muito devota à Virgem Maria. Após sofrer um AVC, irmã Nadia desenvolveu dificuldades na fala, mas seguia ativa na rotina do convento.
No momento do crime, a freira estava indo alimentar as galinhas, como fazia rotineiramente.
Testemunha filmou o suspeito
Vídeo gravado por fotógrafa ajudou polícia a localizar homem que matou freira em convento
Uma fotógrafa que registrava um evento no convento foi abordada pelo suspeito logo após a morte da freira. Ela contou à polícia que ele apresentava nervosismo, estava com as roupas sujas de sangue e arranhões no pescoço. Ele disse à fotógrafa que estava trabalhando no local e que encontrou a freira caída.
Desconfiada da versão apresentada por ele, a mulher filmou discretamente a interação e pediu ajuda de outras pessoas que estavam no local para acionar a ambulância e a Polícia Militar. Nesse intervalo, o suspeito fugiu do local.
"Eu sabia que ele não trabalhava ali porque eu tiro fotos nesse local há 9 anos e eu nunca o vi ali", contou a mulher à RPC.
O suspeito fugiu antes da chegada das autoridades, mas foi identificado depois, com base nas filmagens feitas pela testemunha.
A ação da fotógrafa foi fundamental para a identificação do homem, conforme o delegado Hugo Fonseca, responsável pelas investigações.
"A contribuição dela foi importantíssima, justamente para, de pronto, já identificarmos o suspeito. Muitas vezes, nos crimes de homicídio, nós encontramos o corpo, conseguimos identificar o que causou a morte daquela pessoa, só que, muitas vezes, em um primeiro momento, nós não temos elementos de informação capazes de identificar a autoria. Essa testemunha estando lá, conseguiu identificar o autor", detalhou.
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