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31/03/2026 17:47
Condenado por manter mulher em cárcere por cinco anos é preso novamente, no PR; homem cumpriu 10 meses da pena e estava em regime semiaberto pela segunda vez (Foto: Reprodução)
RPC conversou com mulher mantida em cárcere privado
Jean Machado Ribas, condenado por manter a companheira em cárcere privado em Itaperuçu, na Região Metropolitana de Curitiba, foi preso novamente nesta terça-feira (31).
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Ele estava em regime semiaberto depois de ter ficado preso por quase 10 meses. O tempo cumprido é oito vezes menor do que os cinco anos que Jean manteve a então companheira trancada em casa em contexto de violência doméstica.
O caso veio à tona em março de 2025, quando a vítima foi resgatada com o filho de 4 anos após conseguir enviar um e-mail pedindo ajuda à Casa da Mulher Brasileira. Duas semanas antes, a mulher havia tentado pedir ajuda, deixando um bilhete de socorro em um posto de combustíveis, mas nem ela nem o marido foram encontrados. Relembre abaixo.
Mulher também pediu socorro por meio de bilhete entregue em posto de combustíveis
PMPR
A prisão ocorre depois que a Justiça atendeu a um pedido do Ministério Público do Paraná (MP-PR) para a revisão da pena por descumprimento de medida protetiva, o que elevaria a condenação para mais de 10 anos em regime fechado.
O MP também havia pedido a prisão imediata de Jean porque, segundo o órgão, há uma decisão judicial para que ele permaneça preso.
O g1 procurou a defesa de Jean, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
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Ameaças e fuga
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PCPR
Após ser salva, a mulher concedeu uma entrevista exclusiva à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, e relatou o cenário de violência que vivia. À época, ela contou que Jean a agredia com socos e dizia que, se ela fugisse, ele a mataria.
"Eu tive quatro celulares, e os quatro ele quebrou. Porque eu mandava mensagem para a minha família pedindo ajuda e ele quebrava. E lá pela família dele, eles me chamavam de louca, sabe? Que era coisa da minha cabeça. Porque na frente das pessoas ele não fazia isso, era só em casa."
No dia do resgate à vítima, Jean foi preso em flagrante, interrogado e liberado. Na sequência, fugiu. Após 29 dias foragido, se entregou à polícia em abril de 2025.
Depois que Jean se entregou à polícia, o caso passou a ter uma sequência de prisões e solturas. Veja linha do tempo:
Abril de 2025: Jean se entrega à polícia e passa a cumprir prisão preventiva;
Abril a novembro de 2025: Permanece preso por cerca de sete meses;
Novembro de 2025: É condenado a seis anos de prisão em regime semiaberto e colocado em liberdade pouco tempo depois;
Uma semana depois: Volta a ser preso.
Janeiro de 2026: É solto novamente após conseguir o direito de cumprir a pena em regime semiaberto com tornozeleira eletrônica.
O processo contra Jean está em fase de recurso.
Vítima era monitorada por câmera
Vítima era monitorada por câmera
Reprodução/RPC
Quando foi resgatada, a vítima contou à polícia que Jean a vigiava por meio de uma câmera de segurança. A mulher relatou ainda que o homem não a deixava contatar outras pessoas se ele não estivesse presente, e que o filho de 4 anos do casal também vivia preso dentro de casa e presenciava agressões que ela sofria.
A vítima afirmou que não tinha celular e só tinha acesso a um aparelho que era usado em conjunto com o homem. Disse, também, que foi amarrada e asfixiada pelo homem em diversas ocasiões.
Ela foi resgatada com hematomas e também contou que foi ameaçada de morte caso contasse a alguém o que estava acontecendo dentro de casa.
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PR registra caso de cárcere privado a cada 15 horas
A cada 15 horas, um caso de cárcere privado é registrado no Paraná. Em 2025, foram 582 ocorrências no estado, segundo a Secretaria de Segurança Pública. No contexto da violência doméstica, a legislação prevê penas mais rigorosas.
Segundo a delegada Emanuele Maria de Oliveira Siqueira, o crime nem sempre acontece de forma explícita e pode incluir formas de controle psicológico.
"Às vezes a mulher não está impedida de sair ou de ter acesso ao celular, mas, apesar de ela não estar com essas limitações físicas, ali visuais, ela tem um cárcere psicológico, porque o agressor a ameaça constantemente", explica.
Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram que, em 2025, foram registrados 4.176 processos por sequestro e cárcere privado no Brasil, um aumento de 12,7% em relação a 2024, quando houve 3.703 casos.
Em janeiro de 2026, foram 361 novos processos no país, o equivalente a um registro a cada duas horas.
A delegada destaca os impactos emocionais desse tipo de violência e orienta sobre sinais de isolamento que devem acender o alerta para pessoas próximas.
"O abalo emocional que os crimes contra a mulher traz são muito grandes, e, nos casos de cárcere, a gente acaba observando um pânico, um medo constante [...] O vizinho vê que essa mulher só fica fechada dentro de casa, vê chegar e não vê sair, que não tem nenhuma movimentação, pode às vezes chamar o 190, o 153, porque o cárcere privado é um crime permanente", conclui.
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