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Investigação diz que foi premeditada a retirada e abandono de cães que sumiram de pátio do Mercado Livre
Buscas por cachorras retiradas à força de empresa continuam
A retirada e o desaparecimento de cães comunitários que viviam no centro de distribuição do Me...
20/02/2026 11:52
Investigação diz que foi premeditada a retirada e abandono de cães que sumiram de pátio do Mercado Livre (Foto: Reprodução)
Buscas por cachorras retiradas à força de empresa continuam
A retirada e o desaparecimento de cães comunitários que viviam no centro de distribuição do Mercado Livre em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), foram atos premeditados, segundo o delegado Guilherme Dias.
De acordo com a investigação, houve planejamento para retirar os animais com uso de um veículo alugado para transportá-los até a zona rural de Campo Largo, onde foram deixados.
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“Nós já sabemos o dia exato que os animais foram retirados do local e o veículo que foi utilizado. Um veículo foi alugado pela empresa justamente para promover a remoção destes animais. Nós já ouvimos testemunhas que relataram esse fato, que houve um planejamento para a retirada dos animais”, afirmou o delegado.
Segundo o delegado, a ação foi realizada à noite por pessoas contratadas por colaboradores da empresa.
Segundo o Mercado Livre, os funcionários envolvidos foram desligados, e a polícia ainda busca identificar quem determinou o abandono. Dos animais desaparecidos, dois foram encontrados na segunda-feira (16). Leia mais abaixo.
Rajadinha e Cara Preta continuam desaparecidas, segundo a Polícia Civil.
Reprodução/RPC
Nesta sexta-feira (20), a empresa afirmou que encontrou um cachorro que pode ser o animal que continuava desaparecido. Eles realizam, agora, processo de identificação.
A empresa disse ainda que mobiliza esforços para concluir a localização de todos e atuando com as equipes policiais. Por fim, reforçou que atua com tolerância zero a qualquer forma de maus-tratos a animais.
"A empresa aguarda a liberação para colaborar no acolhimento adequado, em parceria com a ONG local. É importante ressaltar que outros dois animais já haviam sido localizados e identificados na última segunda-feira e encontram-se sadios e em segurança, sob acompanhamento veterinário. A procura pelo quarto animal envolvido na ação continua em andamento", diz a nota.
Caso inicialmente envolvia três desaparecimentos
Xuxa, Rajadinha e Lobão: Cães comunitários que conviviam no centro de distribuição do Mercado Livre e desapareceram
Reprodução
Os animais desapareceram no dia 28 de janeiro. Inicialmente, o caso envolvia três animais: Xuxa, Lobão e Rajadinha. Depois, constatou-se o sumiço de Cara Preta, a partir de uma denúncia de uma ONG que acompanha as investigações.
Em 16 de fevereiro, última segunda-feira, Xuxa e Lobão foram localizados em Campo Largo, a cerca de 20 quilômetros de distância da sede da empresa.
Os cachorros encontrados são castrados e têm microchips de identificação implantados sob a pele, o que facilitou a confirmação que se tratavam dos animais procurados.
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Como o desaparecimento se tornou público
Depois da criação do Centro de Distribuição do Mercado Livre em Araucária, alguns cães passaram a viver no local. As irmãs Rajadinha e Cara Preto, o Lobão, a Xuxa e o Branquinho. Os cães eram mantidos pelos funcionários que sempre faziam registros do dia a dia com os animais.
Na madrugada do dia 28 de janeiro, eles foram retirados de lá. Câmeras de segurança mostram um furgão branco entrando na empresa. A área é restrita a funcionários. Nas imagens é possível ver os cães deitados.
Câmeras de segurança mostram um furgão branco entrando na empresa.
Reprodução/RPC
O furgão branco aparece estacionando e, em seguida, um homem se aproxima, com colete da empresa, e os cães vão até ele. Depois, os animais são levados para o carro, exceto o Branquinho.
A cerca de 20 km da empresa, no bairro Botiatuva, em Campo Largo, o veículo aparece passando pela região à 1h40. Dois minutos depois, ele retorna. Segundo a investigação, foi neste tempo que os cães foram abandonados.
A cerca de 20 km da empresa, no bairro Botiatuva, em Campo Largo, o veículo aparece passando pela região à 1h40.
Reprodução/RPC
No dia seguinte, de acordo com a polícia, funcionários da empresa notaram a ausência dos animais e questionaram para onde eles foram levados. Sem receberem respostas concretas, acionaram a Polícia Civil.
Cães diferentes deixados em ONG
Quando caso começou a repercutir, ONG disse que Mercado Livre mandou para acolhimento animais diferentes dos que eram procurados
ONG DNA Animal
Quando o desaparecimento dos animais começou a repercutir nas redes sociais, o Mercado Livre informou que três cães haviam sido deixados na ONG DNA Animal, de Fazenda Rio Grande, também na Região Metropolitana de Curitiba.
Na ocasião, a ONG confirmou que recebeu contato de representantes do Mercado Livre para uma parceria envolvendo o acolhimento de animais, que foram recebidos em 10 de fevereiro.
No entanto, logo depois, a ONG logo descobriu que os cães acolhidos não eram os mesmos que viviam no pátio da empresa e que estavam sendo procurados. Veja imagem acima.
A ONG DNA Animal informou que "vem buscando e aguardando esclarecimentos da empresa", e que está à disposição para prestar quaisquer informações necessárias às autoridades.
Leia a íntegra do posicionamento do Mercado Livre:
"O Mercado Livre reitera seu compromisso e prioridade na busca pelos cães que residiam nas imediações de sua operação em Araucária (PR). Na tarde de ontem, as diligências resultaram na localização de um terceiro cachorro, que está sob a guarda das autoridades competentes para os procedimentos técnicos de identificação. A empresa aguarda a liberação para colaborar no acolhimento adequado, em parceria com a ONG local. É importante ressaltar que outros dois animais já haviam sido localizados e identificados na última segunda-feira e encontram-se sadios e em segurança, sob acompanhamento veterinário. A procura pelo quarto animal envolvido na ação continua em andamento.
Desde que tomou conhecimento dos fatos, o Mercado Livre mobilizou todos os esforços para a apuração completa do caso e mantém total colaboração com as autoridades, disponibilizando informações e imagens do circuito interno do centro de distribuição para o devido esclarecimento. Reforçamos nossa postura de tolerância zero a qualquer forma de maus-tratos a animais e seguimos implementando medidas para aprimorar nossos processos, garantindo que situações como essa não se repitam."
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